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Entenda os sinais do seu corpo
Hoje, sabe-se que o estresse é um importante vilão da saúde de quem vive nos grandes centros urbanos. Mas, em algumas situações ele não é o único envolvido nos efeitos danosos da rotina atribulada. “A verdade é que as pessoas não têm tempo para cuidar da própria saúde e diante de alguns sintomas de fadiga recorrem à automedicação por acharem que é apenas efeito da forte tensão do dia a dia”, observa Daniela Fernanda Alli Hemerly, assessora médica da URP Diagnósticos Médicos.
A arritmia, por exemplo, é um distúrbio no ritmo do batimento do coração e pode denunciar algum transtorno cardíaco ou em regiões do corpo, como a tiroide e o pulmão, entre muitos outros. Além disso, o uso de algumas medicações, de drogas ilícitas, o déficit intenso de água e sais minerais no organismo também podem desencadeá-la. “Daí a importância de sempre estar atento aos sinais do organismo”, reforça Daniela. “O batimento normal do coração é regular e imperceptível. Em geral, sua frequência varia de 60 a 100 batimentos por minuto. Portanto, quando nos damos conta da sua ocorrência sentimos palpitação, e, então podemos estar diante de uma grande emoção ou, eventualmente, de uma arritmia”.
O distúrbio pode provocar diversos tipos de sintomas, desde fraqueza, tontura e mal-estar no peito e até desmaios, que podem acontecer pela redução do fluxo sanguíneo para o cérebro. “O primeiro passo é evitar a automedicação e procurar ajuda médica. O profissional indicará os procedimentos necessários para esclarecer a situação”, explica a médica. Isso pode incluir desde exames de sangue até aqueles voltados para o coração como o eletrocardiograma, holter 24 horas, ecocardiograma, entre outros.
Se for detectado algum problema, há diversos tipos de tratamento como o uso de um medicamento adequado, o implante de marca-passo e, até, alguns tipos de cirurgia que corrigem o problema. Em casos mais graves, pode ser indicado o tratamento com desfibriladores implantáveis para restaurar o ritmo cardíaco do indivíduo e tirá-lo da zona de perigo.
“A arritmia é um problema que pode ser controlado, mas requer atenção por toda a vida”, alerta Daniela. “Por isso a manutenção de um estilo de vida saudável, aliado ao acompanhamento médico regular, é muito importante para o controle dessa condição. Além disso, faz-se necessário não exagerar no consumo de álcool e cafeína e manter distância do cigarro”.
A médica reforça ainda que esses cuidados são bem indicados para todos, sobretudo para quem tem 40 anos ou mais. “E, especialmente se há histórico de doenças cardiovasculares na família, sintomas como fraqueza, sensação de queda da pressão arterial, falta de ar, dor no peito ou palpitação, devem sempre ser valorizados para procurar ajuda médica. Todos devem evitar o autodiagnóstico e a automedicação. Os cuidados com a saúde começam com a prevenção”, conclui Daniela.
_____________________________________________________ Este material foi elaborado pela URP Diagnósticos Médicos, tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.
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